da série: despedidas.
sou do time que sempre detestou despedidas. em qualquer situação: telefone, fim de eventos, visitas esperadas, visitas inesperadas, fim de férias, tchauzinho na beira no navio [com lencinho branco e muito glamour, lógico] e até mesmo as despedidas demodês e floreadas de filmes.
a última despedida cinematográfica que me marcou - de forma bem peculiar e, por sinal, inspirou esse post -, foi a cena em que a Elizabeth despede-se de Will Turner (Pirates of Caribbean - At World’s End), após curtos segundos explícitos de núpcias e ele promete voltar dali a 10 anos para vê-la novamente. não é pertinente explicar todo o desenrolar da história, só vale reforçar o fato de que foi uma despedida cruel e a única coisa que consegui pensar foi que jamais gostaria que aquilo acontecesse comigo.
mas por quê, afinal, me marcou de forma peculiar?
como que uma uruca bem feita, em menos de uma semana, lá estava eu na pele da mocinha que despede do bom rapaz, sem saber quando o verá de novo.
eu tenho um pouco mais de consideráveis 42 motivos pra não gostar de despedidias. um - e o principal - deles é exatamente essa incerteza cortante do ‘quando será a próxima vez’. no caso em questão, eu nem sabia se essa próxima vez ia existir.
mas tive. e bem mais rápido que imaginei.
por esse e outros motivos, por superstição, cá estou eu agora, mais uma vez me despedindo de algo. do solteiros.org. dessa vez, mesmo. achei - achei? - a batida perfeita, a peça que encaixa de verdade, e outras cafonices dessas que todo mundo no fundo adora sentir e dizer…
só que, como a Elizabeth, estou fadada [pra sempre, enquanto durar] a me despedir e esperar longos períodos pelo bom rapaz escondido no fim do mundo.
piadinha cretina e infame? que seja.
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