Foi há apenas alguns minutos atrás, depois de um ‘xô-apocalypse’ muito divertido, onde os grandes amigos e amigas estiveram presentes.

Como várias vezes fizeram comigo, era a minha vez de deixar a moçada em casa, uma-a-uma fui me despedindo. Uma grande amiga, depois outra e por fim não apenas uma amiga, mas também uma que faz coração bater num ritmo diferente.

Carro estacionado a matraca se solta, falo, falo, falo e nenhuma ação, depedimos-nos, falo mais um pouco, outra despedida, uma aproximação, e o receio de um ‘toco’ soou mais forte e meia duzia de segundos depois eu já estava arrependido.

Poderá ter sido a última chance, poderá ter deixado um sabor mais gostoso para depois… mas só sei que hoje, dormirei apenas com o sonho, com o arrependimento de não ter beijado aqueles lábios. Quem sabe amanhã? Quem sabe daqui alguns meses? Talvez isso nunca se concretize… talvez sim…

Tudo que posso dizer é que no final das contas ela ganhou a aposta [eu acho], não por méritos próprios, mas por deméritos meus.

Assim termina uma noite de um solteiro que por milésimos de segundos errou e pode ser que jamais saiba como seria se tivesse feito diferente :(

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