“Acabando aqui, terminou tudo!”

July 16th, 2008 by Ronaldo Costa

Muitos estão pensando no que essa frase jogada no ar quer dizer. Caros leitores, ela tem sentido. E muito! E nada como uma roda de amigos para dar sentido a uma frase sobre o tema: Como terminar relacionamentos!

Você, que esta nesse namoro mais ou menos, e quer entra pro seleto grupo dos solteiros, vai agora a lista das dicas exdruxulas/modernas/bizarras/etc de como terminar um relacionamento:

MSN: O programa de mensagem instantânea que tomou o reino do ICQ é uma boa escolha para aqueles que não querem usar o telefone ou ter uma conversa cara a cara. Principalmente se a mensagem for enviada enquanto o(a) ex estiver offline. Só não esqueça de sumir, porque covardia é apelido.

ORKUT: Porra, vai terminar com o(a) namorado(a) e ainda todo mundo vai ficar sabendo? Claro que não. Manda por depoimento mesmo. Mas, agora se ela aceitar… Bem, manda pro perolas do orkut, se valer a pena. Como muitos usam depoimentos na forma de e-mail essa modalidade já pegou muita gente de surpresa.

E-MAIL: É um meio que já tomou gosto popular. E não só nos términos. Mas, em brigas. Provocações. E todas as coisas boas de um namoro. É bom que você pode ate anexar as fotos que você ira espalhar, caso ele(a) tenha feito uma coisa errada e você queria descontar. “Benzinho,vai as fotos primeiramente pra você não ter surpresas”. Ironia é colírio pros meus olhos!

SMS: Um meio não muito difundido, pois acredito que é só contar ate 10 pro individuo ligar querendo explicações. Acredito ser bem mais perigoso pois pode ter uma resposta imediata demais. Vale lembrar que é bom sumir no mundo. E claro, trocar de numero.

FAX: Hã?! Isso mesmo. Fax. Muita gente não usa. Mas, garanto a você que na empresa que o(a) futuro(a) ex trabalha deve ter. Concordo que é um meio bem antiquado e propenso a erros e chacotas. Por isso, vale lembrar de colocar “Aos Cuidados” o famoso A/C, para que você não termine com a pessoa errada. E nessa mais do que nunca, meu amigo e minha amiga, corra. Mas, corra muito. Porque depois da humilhação no trabalho ele(a) quer te ver morta(o).

SEXO: Hã?! (Parte 2). Você ainda não ta entendendo o titulo, né? Agora, imagina você querendo terminar com o seu/sua parceira(o) e no momento ‘H’ você vira e fala “Acabando aqui, terminou tudo!”. Garanto uma coisa, dessa forma é quase 100% chance de não haver brigas e nem ligações no meio da noite. Ele(a) vai querer te ver bem longe. Mas, amigo(a) não faça isso e interrompa o coito. Não existe nada pior que o coito interrompido.

Dicas, a parte. Esta aí algumas possibilidades falada e a frase que acabou sendo criada pela minha amiga Naty. E você, meu caro leitor, tem algumas que possa complementar a nossa lista? Então coloque nos comentários e diga. Não precisa ser real, mas se for e ainda estiver precisando de um consolo… Quem sabe… ;)

Manual “Como voltar a ser solteiro de forma rápida, prática e indolor” (eu espero) - Parte Primeira

July 12th, 2008 by Lori

Uma das desgraças de voltar a ser solteiro é que de repente, tudo que antigamente era super natural e agradável se torna estranho como se fosse uma primeira vez. Por fora você faz de conta que não é nada mas no seu íntimo rola uma explosão de sensações, medos e inseguranças que você até conhece bem, são parecidos com aqueles que você sentiu pela primeira vez que fez cada uma dessas coisas. A verdade é que você está passando por uma mudança. A coisa não é simples como você-solteiro-agora igual a você-antes-do-relacionamento. Se for, se preocupe. Isso é um sinal de que você não está crescendo nada como ser humano e viver a vida a esmo é uma merda.

A primeira balada:
Pela primeira vez em muito tempo você sai sem ter que se preocupar com um outro que não está ali e que pode estar se preocupando com você. Saída sozinha de pessoa namorando é uma atitude de observador. Um observador que muitas vezes recebe ligações no decorrer da noite e que acaba sempre com um desejo inacreditável de voltar pra casa. Eu, como namorava a distância, direto saía sozinha, mas é um acontecimento absolutamente diferente de sair sozinha solteira.

O primeiro ponto é que, solteira, não dá vontade nenhuma de voltar pra casa. A observação deixa de ser fruto de uma simples curiosidade pra se tornar uma procura. Não necessariamente a procura por alguém, ou por alguma ação entre você e outro alguém, mas uma procura por diversão, tenha ela a cara que for.

Minha primeira saída foi uma ótima oportunidade, aniversário de uma amiga querida num bar que eu gosto muito e com pessoas muito agradáveis. Até aí tudo fluiu lindamente, falei merda como antigamente, fiz todas as piadinhas de cunho sexual que passaram na minha cabeça (coisa que eu segurava horrores enquanto não-solteira), me diverti enfim. O problema foi a esticada praquela-boate-que-inaugurou-enquanto-você-namorava e que você não tinha se interessado em conhecer. No auge da madrugada amiga também recém-solteira dando PT e chilique por querer ligar pro ex dela depois do álcool, saio correndo pra dentro da boate com o celular da amiga, erro a porta, danço um pouquinho, “aqui só tem gay e casal”, o Dj é horrendo, o lugar é legal, “tá bom vambora”.

O saldo final até foi bom, a noite foi satisfatória e eu saí pensando “Ah vá! É até bom ser solteira!”. Até o dia seguinte…

A primeira festa mais familiar:
Uma festa clássica anual da empresa da minha irmã. Não é exatamente um lugar pra se conhecer pessoas, você tem que ficar feliz com os conhecidos que encontra por lá. E quem eu encontro? Duas amigas, uma, a mesma da noite anterior, que voltou com o ex que é uma pessoa detestável e a trata super mal, a outra era uma que também tinha voltado com um ex detestável que a trata super mal.

O que pensar? “Pô, meu ex nem era tão mal assim comigo, por que mesmo eu terminei com ele?” A bregueira no ar, Falamansa tocando, e “doeu, doeu, agora não dói, não dói, não dói”, lágrimas. Será que não dói mesmo? Será que eu sou uma pessoa horrível, ultra-exigente, que vai acabar sozinha com 15 gatos (e um cachorro) execrada pela sociedade? Será que eu fui injusta com aquele cara que era um lorde inglês perto desses dois idiotas que minhas amigas escolheram pra elas?

Fugi pra falar de arte abstrata com uma amiga meio aérea da minha irmã. Foi um belo monólogo. Bebi quentão até não ter mais. O telefone toca. “Meldels! É ele dizendo que retira todas aquelas coisas horríveis que disse e que nós vamos ficar juntos de novo e ter filhos lindos!!!” Não era. Era um moço que queria confirmar nosso date do dia seguinte. Menos mal, vamos sair sim, liga amanhã que eu te encontro onde você achar melhor, beijotchauficabem!

O primeiro date:
Dates são uma coisa MEDONHA. Dates são encontros com pessoas que a gente não conhece muito bem e decide correr o risco de ficar a noite toda sentada numa mesa conhecendo. Dates têm dois lados, podem ser excelentes e podem ser um pesadelo. Ainda mais que esse date específico era quase um blind date. Só tinha visto uma ou outra foto do moço, a recíproca era verdadeira, e tudo isso age em prol de causar calafrios de tensão. Marcamos em um bar que eu nunca tinha ido, pra tomar vodkas de tangerina. Bar grande, cheio, me sentia ridícula com meu sobretudo italiano mas o ex levou a jaqueta de couro de herança e fazia frio demais, “procura uma menina com a camiseta do Punisher, só pra ter certeza que, caso nos percamos, seja proposital”, uma mãozinha se levanta na multidão.

Moço de bela figura, escritor, cara de escritor, visu de escritor, papo de escritor e alma de artista. Identificação e simpatias imediatas. Inteligente, culto, conversas que há muito eu não tinha. Sem querer cuspir no prato que eu comia (e ô, como comia com gosto) mas gente com alma de artista atinge níveis de conversa impressionantes comigo. Normalmente isso é uma tremenda preliminar pra mim, é começar aquele papo intelectualizado e pequenas correntes elétricas começam a percorrer meu corpo em direção à minha pele. Mas nesse dia eu era um Fiat 147 a álcool tentando dar partida em uma manhã gelada. Eu não conseguia entender!!! Atraente, check! Alto, check! Inteligente, check! Agradável, check! Admirável, check! Flertante, check! QUE MERDA TÁ ACONTECENDO COMIGO?!

Oito, sim, eu disse OITO horas de conversa maravilhosa, mais de uma dezena de vodkas de tangerina, muitas cervejas e o moço parte pras investidas mais incisivas. Eu forçava meu corpo em direção ao beijo mas uma força do além o jogava pra trás fazendo com que eu parecesse uma daquelas cenas clássicas de desenho animado que o personagem treme de tanta força que faz pra dar um beijo. Ele dizia “mas eu te amei…” e eu pensava “o hotel onde eu beijei o ex pela primeira vez está do outro lado dessa avenida, no Google Maps os marcadores ficariam inclicáveis!”. Propus que caminhássemos mais um pouco e acabamos na porta da delegacia. Um cenário ideal pra que pessoas como eu e ele se beijassem pela primeira vez. Arranquei toda força do meu ser e beijei. Beijei outra vez. Beijei mais uma e fiquei exausta.

Eu conscientemente queria beijá-lo e deixar-me explodir em desejo de pele na pele, de querer a barba dele esfregando por todo meu corpo, de deixar aquela noite gelada cheia de calor e suor. Mas por dentro aquilo tudo parecia absurdamente errado e desconfortável. “Não consigo, desculpa… Vamo meiar o taxi?”. Mais um beijo na porta de casa e “boa noite”.

Primeiras vezes são mais difíceis do que eu esperava.

matemática .

July 8th, 2008 by neemau

objetividade . é simplicidade matemática, é dessa forma que o planeta gira suas engrenagens e a humanidade evolui . não vamos ignorar aqui conceitos básicos de .. praticamente qualquer coisa que possa levar a tag ‘funcional’ . menos é mais, sempre mantive isso como tópico de extrema importância no meu mundo profissional, só não sabia que podia ser transmitido para .. cantadas .

aproveitando a leva de posts sobre cantadas dos mais divertidos tipos; as de pedreiro, as que funcionam, os tiros no escuro, ou até as condecoradas por nosso eterno romântico @vitorfasano, as cafonas; cabe a mim relatar a melhor cantada que eu já ouvi . vale a pena destacar aqui a maestria das formas em uma etimologia bem construída, um romantismo geométrico, uma verdadeira dança das verdades .

“- oi, desculpa, mas você é quadrada ?
- não ..
- hmm . então rola, ein !”

“(…) para ser considerada objetiva, uma teoria, hipótese, asserção ou proposição deve ser passível de ser transmitida de uma pessoa para outra, demonstrável para terceiros, bem como representar um avanço no entendimento do mundo real .”

no caso eu era o terceiro, e fui pra casa lembrando porquê diabos insistia em dizer à professora de matemática que nunca iria usar aquilo tudo na vida real . talvez é um sinal para ligar e pedir desculpa, e talvez a chamar pra sair .

fazendo as contas, acho que ela não paga mais ônibus mesmo (:

Cantada no “Ponto”…

July 1st, 2008 by Ronaldo Costa

Vou escrever  essa última da coleção aonde tudo começa que é no ponto de ônibus.

E num dia da semana qualquer à noite estou sentado numa marquise ao lado de uma garota, diga-se de passagem, uma linda garota. Quando chegou um rapaz e segue o diálogo:

- Oi, tudo bem? – Disse o garoto sentando ao lado dela.

- Tudo. Err… Eu te conheço? – Pergunta a garota.

- Eu acho que já te vi no mesmo ônibus que eu. Meu nome é Fernando e o seu?

- Gabriela. Ah, então deve ser isso.

- Pois é, tem um pouco mais de um mês que pego esse ônibus, mudei e não conheço ninguém no bairro.

- Ah, desse mal eu não morro. To no bairro desde que eu nasci.

- Poxa. Legal! Bem que você podia me ajudar a conhecer o pessoal lá. Vim do interior e não conheço ninguém alem do pessoal do trabalho.

- Claro. Eu já conheço quase todo mundo, nem que seja de vista.

- Me passa o seu telefone então pra gente marcar.

Celulares na mão e telefones sendo anotados, não só telefones…

- Voce tem msn? É bom que a gente vai se conhecendo também.

- Tenho sim, anota aí.

- Beleza. Oh, o seu, quero dizer, o nosso ônibus chegando. Mas, eu não vou nesse não. Vou esperar um colega. Te ligo depois então.

- Ah, então ta… Fico esperando sim. Tchau.

- Tchau.

Depois que ela foi embora fiquei reparando no rosto do rapaz. Um sorriso, um sorriso que parecia de garoto satisfeito depois de comer um bolo de chocolate inteiro. E sinceramente, eu acho que ele precisa desabafar, olhou pra mim e explicou a situação:

- Cara, você não vai acreditar. – Me disse ele arredando mais pro meu lado.

- Bom, depende. Me conte e eu decido. – Não que eu seja curioso, mas fica difícil acreditar ou não, sem saber o que é.

- Eu sempre vi essa menina nesse ponto, trabalho logo ali embaixo. Bixo, fiquei pensando durante um tempo como chegaria nela. Ate que me veio essa idéia e não é que deu certo? Agora é só jogar uma conversa mole no msn e marcar um encontro.

- Uai, cara… Mas, dá pra você marcar de encontrar com ela também, me desculpe, mas eu escutei a conversa, e vi que você mora no mesmo bairro que ela. – Foi exatamente nesse ponto (sem trocadilhos) que percebi o tamanho da minha ingenuidade.

- Cara, mas é aí que ta o lance. Eu não moro no mesmo bairro que ela. Só arrumei essa desculpa pra puxar papo e pegar o contato da garota.

Pronto! Eu não ia acreditar mesmo, ele venceu e a minha ingenuidade jogada na minha cara.

- Agora como vou explicar pra ela isso, é a próxima etapa. Mas, uma coisa de cada vez. Cara, vou chegar nessa. Abraço pra você.

- Outro. E aqui… Mandou bem cara.

- Valeu. A gente faz o que pode.

Vou contar uma coisa pra vocês. Vou continuar a andar de ônibus. To reparando que tenho aprendido muito com isso.