Electricity

April 19th, 2008 by Mi (de Camila)

Ele começa a falar:

- Eu tô num ponto da noite que eu trocaria qualquer coisa por comida japonesa…

E eu já começo a sugerir ir comer um Temaki, antes disso ele completa:

- … mas eu prefiro comer uma japonesa.

No olho dele, um brilho. Nas minhas bochechas, vermelho.

Ônibus

April 14th, 2008 by Ronaldo Costa

Vou começar uma sessão de (mini)crônicas sobre os encontros e as tentativas de paqueras num lugar tanto inusitado, mas não impossível, o ônibus. Quem nunca pensou em chegar mais perto de uma garota(o) que sentou ao seu lado? Uma tentação que nos faz dizer ou fazer coisas que transcende o apropriado pro lugar, e as vezes, a hora. Porque você não vai chamar uma garota pra tomar uma choppinho às 7hs da manha… ou vai?

Sempre é bom lembrar que personagens são fictícios e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

– Licença. – Disse a garota ao sentar.

– Será uma honra ter a sua presença ao meu lado. – Disse o garoto. Qual o seu nome?

Um silêncio constrangido da garota e por fim:

– Ana, e o seu?

– José Antonio, mas pode me chamar de Toni. – Deu um sorriso de orelha a orelha e ajeitou os óculos de grau.

– Indo pra faculdade? – Perguntou Toni.

– É… – Respondeu Ana sem muitas expectativas de continuar a conversa.

– E você faz o que?

– Eu faço publicidade…

Depois de um silencio que por fim Ana estava dando graças a Deus e iria descansar…

– Você tem horas? Eu acho que o magnetismo que envolveu os nossos corpos fez o meu relógio parar.

– Oh! E fez o meu parar também! Vou sentar bem longe de você para que nosso relógio continue funcionando. Tchau!

Ana juntou as suas coisas e ia saindo quando Toni pega-a pelo braço:

– Você ainda não me passou o seu numero.

– Numero? Numero do que? CPF? RG? Cartão de credito… – Ela Foi falando e saindo.

ps: Essa semana ainda posto o final do conto do Arthur! ;)

O dia em que eu vacilei

April 12th, 2008 by Rafael Apocalypse

Foi há apenas alguns minutos atrás, depois de um ‘xô-apocalypse’ muito divertido, onde os grandes amigos e amigas estiveram presentes.

Como várias vezes fizeram comigo, era a minha vez de deixar a moçada em casa, uma-a-uma fui me despedindo. Uma grande amiga, depois outra e por fim não apenas uma amiga, mas também uma que faz coração bater num ritmo diferente.

Carro estacionado a matraca se solta, falo, falo, falo e nenhuma ação, depedimos-nos, falo mais um pouco, outra despedida, uma aproximação, e o receio de um ‘toco’ soou mais forte e meia duzia de segundos depois eu já estava arrependido.

Poderá ter sido a última chance, poderá ter deixado um sabor mais gostoso para depois… mas só sei que hoje, dormirei apenas com o sonho, com o arrependimento de não ter beijado aqueles lábios. Quem sabe amanhã? Quem sabe daqui alguns meses? Talvez isso nunca se concretize… talvez sim…

Tudo que posso dizer é que no final das contas ela ganhou a aposta [eu acho], não por méritos próprios, mas por deméritos meus.

Assim termina uma noite de um solteiro que por milésimos de segundos errou e pode ser que jamais saiba como seria se tivesse feito diferente :(